Na verdade, são sete fontes, cada uma representada por uma criatura de feições demoníacas. Assim, a Ira é representada por um touro que expele a água pelo falo; a água da Inveja sai pelos olhos de um hieronte; a da Vaidade, pelos ouvidos de um leão; a da Avareza, pelo ânus do que parece ser um rato; a da Gula, pela boca de um porco; a da Preguiça, pelas narinas de um gato; e a da Luxúria, pela vulva de uma serpente. As sete estão dispostas em círculo, em torno da figura de Satã, no centro de um pequeno lago que recebe o seu jorro incessante e vicioso.
Esculpida por volta do ano 1320 e localizada à esquerda da Igreja dos Santos Anjos, sua má influência era contrabalançada pela Fonte das Virtudes, do lado oposto. Esta, contudo, foi destruída por um bombardeio durante a II Guerra Mundial.
Mesmo assim, beber da fonte, dizem os padres, não é algo necessariamente maléfico. Cada um dos pecados anula ou inibe o precedente na ordem em que estão esculpidos, tornando a mistura inócua espiritualmente. O perigo seria beber diretamente de cada um dos animais. Por isso mesmo uma grade foi erguida em torno das esculturas, de forma a inibir a tentação.
Ainda assim, muitos são os que fazem questão de se saciar de pecados específicos.

