Aliás, o autor de “Cabeça” (ver a postagem anterior, Biblioteca de Babel 44) era conhecido justamente pela qualidade das orelhas que escrevia. nquanto outros escritores eram constantemente requisitados para redigir introduções e prefácios para obras de terceiros, ele se especializava nos sucintos parágrafos que acompanhavam as capas. Em muitos casos, criando obras superiores às que recomendava.
Foi questão de tempo para que um editor um pouco mais inteligente propusesse uma coletânea de sua obra auricular. Mas eram tão bons os textos que não foi possível selecionar os melhores. Impôs-se a publicação das Orelhas completas.
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