Fricção científica (4): Eletrodrogas

Morten L. Kringelbach pesquisa como o prazer e o desejo atuam no cérebro humano.

Segundo o neurocientista, lutar contra o desejo é um desperdício de energia. Afinal, todas as nossas decisões e experiências são pautadas por uma expectativa de recompensa. A depressão, na sua análise, é um bloqueio nos mecanismos de prazer do cérebro.

Kringelbach também estuda o fenômeno mais semelhante ao prazer, que é a dor. Suas experiências mostram como estímulos elétricos no cérebro podem aliviar as dores de pacientes com doenças crônicas.

Se, como o pesquisador afirma, 1) Estímulos elétricos reduzem a dor; 2) O alívio da dor causa prazer, então as experiências com eletrodos podem conduzir à droga definitiva.

Pense numa droga que provoca prazer imediato, bastando apertar um botão. Nenhum efeito colateral. nenhuma dependencia química. Nenhuma necessidade de comprar mais doses – no máximo, uma recarga na tomada. Esse é o futuro.

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