Especiarias, tecidos, jóias, alucinógenos, cornucópias, animais em extinção (vivos, empalhados ou em cortes nobres), corzumas, jornais do futuro, rapazes, moças, cogumelos, um país inteiro, relíquias de santos, amuletos, dentaduras, habeas corpi, figos colhidos da figueira sob cuja sombra Buda chorou, ratoeiras, esperanças, máquinas de descalçar chinelos, moedas antigas, piolhos amestrados, venenos e seus antídotos. Eu desisti de tentar imaginar alguma coisa que não esteja exposta no Mercado de Manamotamo.
A única coisa que você nunca vai encontrar por lá é alguém comprando ou vendendo mercadorias. Porque isso é proibido pelos milenares estatutos do lugar.
Quem quiser fazer negócios, que os faça da porta para fora. O Mercado de Manamotamo existe apenas para se ver, tocar, cheirar, provar. E desejar.

