O autor, no sentido estrito, é o suíço Jean Boucler. mas quem levou a fama pela obra foi seu editor, o poeta e jornalista belga Gilles Huyssen.
Freqüentador do Cabaret Voltaire, Huyssens era amigo de Hugo Ball, Duchamp, Huelsenbeck e Picabia. Empolgou-se com os poemas sem palavras dos dadaístas e, antecipando-se à escrita automática do surrealismo, deu uma máquina de escrever a Boucler, um lavrador analfabeto.
Ensinado por Huyssen a pôr o papel na máquina e bater nas teclas, mas sem sequer imaginar o que cada sinal representava, Boucler datilografou em um dia as 142 páginas que o poeta publicou como “Tangrlew”, apresentado como “romance dadaísta”.
Mais tarde, o próprio Huyssen traduziu o livro para o romeno, idioma que desconhecia completamente. Tristan Tzara elogiou a tradução, que considerou superior ao original.

