O cartão diz “Mortimer C. Smith – Agenciador de homicídios”. E não seria preciso acrescentar muita coisa. Apenas a forma como ele entrou nesse ramo de negócios.
Smith já havia sido proxeneta, bookmaker e interceptador. Conhecia praticamente toda atividade ilegal ou minimamente marginal em que houvesse alguma oportunidade de ganhar dinheiro como atravessador. Mas foi como traficante de órgãos que se destacou. Foi o intermediário perfeito entre todos os desesperados que estavam dispostos a vender um rim ou um olho e aqueles prontos a pagar pequenas fortunas pelo transplante.
Um dia, recebeu uma proposta diferente. Um antigo fornecedor que já não tinha mais órgãos a oferecer propôs a venda da própria vida. Por uma quantia razoável, paga com um adiantamento suficiente que lhe permitisse gastar o dinheiro, aceitaria ser assassinado por qualquer um interessado em sentir a emoção do crime. Tudo perfeitamente pactuado em contrato.
Foi fácil encontrar um comprador. E, depois de aberto o caminho, mais fácil ainda explorar as suas múltiplas possibilidades.
Em recente entrevista, admitiu que seu próximo objetivo é agenciar um ataque terrorista.
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