Em inglês é blue, am francês é bleu e a forma hoje reduzida aos domínios da heráldica é blau. Então, de onde veio o azul? Do céu e do mar. E, é claro, do árabe, como quase tudo na nossa língua que não tenha saído do latim nem do grego.
Aliás, de um árabe específico: Nasrallah Ibrahim Al-Zur, comerciante de tecidos que conquistou um quase monopólio na Península Ibérica durante décadas. O segredo de seu sucesso era o controle de um corante extraído das montanhas do Marrocos e que proporcionava um tom único, profundo, brilhante e inimitável.
(O Museu da Reconquista, em Salamanca, exibe dois mantos provavelmente de Al-Zur; as cores esmaeceram com o tempo, mas ainda é possível constatar o seu luxo.)
Alzur logo se tornou o nome da cor, como mais tarde o mundo capitalista transformaria marcas comerciais em substantivos comuns. E, por metátese (o mesmo fenômeno que cria corruptelas como vrido e tauba), virou arzul, que originou a forma atual.
(O provençal manteve uma versão mais próxima do original, azur, hoje usada praticamente apenas para se referir à Côte d’Azur francesa.)
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