Sábado, 10/11/2007 • 10:11
As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:
Segunda, 5/11 - historias reais de princesas
Só se tornam reais depois que elas viram rainhas.
Terça, 6/11 - história das listras
Tudo começou quando um neandertal resolveu se vestir com uma pele de zebra.
Quarta, 7/11 - como o tigre branco atrai as fêmeas
como o tigre atrai a femea
Não adianta, vocês não vão conseguir fazer igual.
Quinta, 8/11 - principio da incerteza
Eu ia explicar, mas estou na dúvida.
Sexta, 9/11 - contos de mulheres que traem
Já falei que não é aqui.
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Sexta-Feira, 9/11/2007 • 10:11
A tradução mais próxima seria “Dia do Grito”. E é justamente isso o que se faz no Ooladag: grita-se do amanhecer até a noite, enquanto houver pulmões.
Há uma lenda em torno de um personagem que teria afugentado o demônio aos gritos, e a sua história é representada — por atores que se esgoelam no palco, e evidentemente vestidos de cores berrantes. E bebe-se muito nut, um aguardente de gengibre que, em tese, ajuda a preservar a voz.
Mesmo com todo o nut, o dia seguinte ao Ooladag, embora não tenha um nome especÃfico, é o mais silencioso do ano.
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Quarta-feira, 7/11/2007 • 12:11
É dez vezes mais voraz que o camaleão, seu parente próximo, e cem vezes mais hábil na arte de se camuflar no ambiente, imitando não só a forma mas também a cor e a textura dos objetos à sua volta. Tão bem disfarçado, é muito raramente percebido e às vezes passa anos sendo confundido com aquilo que imitou.
No Louvre, pelo menos uma tela de Rafael seria na verdade um camirátide que ocupou seu lugar ainda antes que ela fosse levada ao museu. Dizem ainda que não foi um punhal que matou Júlio César, e sim um desses lagartos, que Bruto pensou que fosse uma arma. Pelo menos um exemplar da “Suma Teológica” no mosteiro de Mogúncia é um réptil disfarçado, que já comeu mais de um monge distraÃdo.
Há boatos sobre a presença de camirátides na seleção brasileira de 2006, no elenco original de “O fantasma da Ópera” e no gabinete do primeiro-ministro da Austrália.
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Segunda-feira, 5/11/2007 • 11:11
Começou com uma inocente urticária provocada por camarão. Foi ao médico, fez o teste e, numa experiência inesquecÃvel, descobriu que era alérgico a frutos do mar e, além disso, a amendoim.
Não parou mais.
Seis meses depois já era alérgico também a pêlos de gatos e cachorros, fungos e clara de ovo. Insaciável, desenvolvia uma hipersensibilidade atrás da outra. Mertiolate. Seda. Metais não-ferrosos. Vinagre.
Quando descobriu a alergia à dipirona, foi quase um êxtase, reforçado pela sufocação da glote inchada.
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Sábado, 3/11/2007 • 09:11
As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:
Segunda, 29/10 - reprodução da planta carnÃvora
Tudo se resume a quem come quem.
Terça, 30/10 - (O que é Poligonos estrelados)
Sabe ovo estrelado? Pois é, não tem nada a ver.
Quarta, 31/10 - bernardo eremita (domestico)
Que eu saiba, todos são selvagens. Alguns até antropófagos.
Quinta, 1/11 - bom apetite em árabe
أطيب شهية
Sexta, 2/11 - ¿Porque el panda gigante es perseguido?
PolÃtica. Ele apóia os monges opiômanos de Ganzu.
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Sexta-Feira, 2/11/2007 • 11:11
Depois de mais de 40 anos como barbeiro, não seria a concorrência com os salões modernos que o faria se aposentar. E menos ainda o glaucoma que aos poucos o deixou praticamente cego.
Os cortes hoje levam um pouco mais de tempo, é verdade. Quando o cliente chega, tem que esperar que Lutero apalpe seu rosto e principalmente o crânio, demoradamente, para memorizar as formas. Mas depois disso os dedos mostram que não perderam a habilidade no manuseio de tesouras, pentes e navalhas.
Um ou outro sai do salão com um corte ou com o cabelo torto. Mas é só porque se mexeu demais.
Arquivado como:Dramatis Personæ
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