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Tudo o que você não sabia que precisava saber

Criptoetimologia (2): Delicioso

Antigamente, todo restaurante de alto nível contava com um profissional encarregado de experimentar todos os pratos que constavam do cardápio. Aqueles que não passavam pelo seu crivo eram sumariamente retirados.

De delir (apagar) e cioso (cuidadoso) criou-se o nome dado ao encarregado de zelar pela qualidade dos pratos. As receitas que ele aprovava levavam uma espécie de visto, a marca de “delicioso”, que num processo de inversão de sentido passou a significar “gostoso”, “saboroso”.

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Tim-tim


Obina é melhor que Antony
Obina é melhor que Antony
Obina é melhor que Antony

Vamos todos respeitar muito a Björk. Não só por ter feito um show arrasador, apesar de curtinho. Mas principalmente porque ninguém mais no mundo da música pop dá emprego a uma tubista (tuboeira? tubante? tubaína?) islandesa.

Björk - Foto de Luciola Villela
Foto: Luciola Villela

Acrescentando: E Cibelle fez jus ao rótulo de “nova diva”. Ignorou um cenário que tinha todos os ingredientes de uma roubada (show começando às 5h, tenda vazia, problemas no som) e encarou até o microfone que dava choque para mostrar o que é música brasileira contemporânea, ou uma bossa nova possível.

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Folhinha (9): Revolução das Cebolas

Os marmoules celebram no dia 27 de outubro o aniversário da revolta em que conquistaram a sua emancipação. Mas até hoje não existe um acordo sobre as origens da festa.

A versão tradicional é de que os antigos marmoules, na falta de outras armas, expulsaram os invasores a ceboladas, usando fundas e atiradeiras ou mesmo arremessando as cebolas com as próprias mãos. Há quem diga ainda que a revolução propriamente dita aconteceu no dia 28; a festa lembra a véspera, em que todos os habitantes se empanturraram com a safra de cebolas daquele ano, à noite, para no dia seguinte afugentar os inimigos com seu hálito.

Historiadores rejeitam as duas lendas e garantem que a cebola, ou melhor, o imposto sobre ela, foi apenas o pretexto que fez explodir uma revolta popular contra os ocupantes da Marmoulia.

De qualquer forma, hoje os marmoules comem apenas cebola. Frita, cozida, assada ou recheada, ela é a estrela da festa de independência.

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Gugleiros (12)

As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:

Segunda, 22/10 - demonio que sugava vitimas pelo anus
Espero que pelo menos ele tenha escovado os dentes depois.

Terça, 23/10 - tigre come tamandua
Você de novo?

Quarta, 24/10 - cartas certa para algoz
“Prezado algoz: Venho por meio destas mal-traçadas linhas solicitar que o senhor pare o que está fazendo. Sem mais para o momento, atenciosamente, Fulano”.
Só não troque o “prezado” por “querido”.

Quinta, 25/10 - os caxinguelês são carnivoros?
Eu só sei que eles não comem tamanduás.

Sexta, 26/10 - hello kitty’s que explode
O Comando de Libertação do Jardim de Infância já foi longe demais!

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Biblioteca de Babel (15): Tabula Mundi

A inspiração surgiu quando viu o filho adolescente jogando um MMORPG. De repente, uma luz se acendeu. Peças de xadrez, compreendeu finalmente, são também personagens. Cada uma com sua biografia, personalidade e idiossincrasias.

Em pouco tempo, passou a chamar cada uma pelo nome (o peão do bispo do rei branco, por exemplo, se chama Miriam e  apesar de jovem tem o rosto marcado pela tragédia). E passou a ver cada jogo como uma história.

O Tabula Mundi é a sua tradução dos movimentos para uma linguagem mais literária. Assim, a Imortal se revela um idílio ligeiro; Fischer x Byrne (o jogo do século, 1956), uma parábola moral; Capablanca x Nimzowitsch (1911), um drama romântico; e Philidor x Smith (1790), um épico.

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Bestiário (32): Sirênio

Nas águas profundas do Mar de Célebes, onde a luz do sol não chega, ele não pode ser visto. Mas pode ser ouvido.

O sirênio é o único peixe que realmente canta debaixo d’água.

Normalmente, não muito alto. Mas na época do acasalamento chega a ser ensurdecedor  o coro dos machos tentando atrair as fêmeas.

O canto do sirênio também é uma arma mortal, capaz de paralisar e mesmo atrair para sua boca os peixes menores e pequenos crustáceos de que se alimenta.

Mergulhadores filipinos, descendentes de uma tradicional tribo de pescadores, sabem imitar o canto do sirênio para atrair peixes às suas redes. Mas cantar debaixo d’águaé sempre arriscado, e muitos morrem jovens.

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Postais do Exílio (23): Margrandy

Na verdade, são três postais: a igreja, o prédio da prefeitura e o bordel da cidade, todos na mesma praça.

A cada sete anos, a igreja vai para o edifício onde funcionava o bordel, as prostitutas se mudam para a sede da prefeitura e a administração passa a funcionar no templo. Depois de mais sete anos, a mudança se repete. E assim, a cada 21 anos, o rodízio se completa.

Tantas vezes isso já aconteceu, cada ocupante fazendo as alterações que julga conveniente no tempo em que permanece em sua nova casa, que ninguém mais sabe dizer qual era originalmente a igreja, a prefeitura ou o bordel.

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Gugleiros (11)

As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:

Segunda, 15/10 - o que come o tamandua?
Onças talvez comam.

Terça, 16/10 - quem inventou o jogo da velha
Alguém mais velho ainda, pode ter certeza.

Quarta, 17/10 - historias de maos
Mao Tsé-tung estava assistindo a um episódio de “Mio e Mao” na cidade de Mao, no Chade. Veio voando um mao (Gymnomyza samoensis). Então Mae West chegou, mas não tinha nada a ver com a história e por isso lavou as mãos.

Quinta, 18/10 - mulheres que traem
Isso já está me irritando.

Sexta, 19/10 - EMPREGO DO TREMA
Atualmente desempregado, mas aceita propostas e enquanto isso faz um bico como auxiliar de acento.

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Variações

Pira funerária de Ishu, Parque Van Vihar (Bhopal, Índia), 15/10/07. Foto Sanjeev Gupta

The tiger

Tiger, tiger, burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?

In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare seize the fire?

And what shoulder and what art
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand and what dread feet?

What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? What dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?

When the stars threw down their spears,
And water’d heaven with their tears,
Did He smile His work to see?
Did He who made the lamb make thee?

Tiger, tiger, burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?

BLAKE, William. “The Tiger”. In “The selected poems of William Blake”. Londres: Wordsworth, 2000. Pág. 75.

Pira funerária de Ishu, Parque Van Vihar (Bhopal, Índia), 15/10/07. Foto Sanjeev Gupta

El oro de los tigres

Hasta la hora del ocaso amarillo
Cuántas veces habré mirado
Al poderoso tigre de Bengala
Ir y venir por el predestinado camino
Detrás de los barrotes de hierro,
Sin sospechar que eran su cárcel.
Después vendrían otros tigres,
E1 tigre de fuego de Blake;
Después vendrían otros oros,
E1 metal amoroso que era Zeus,
E1 anillo que cada nueve noches
Engendra nueve anillos y estos, nueve,
Y no hay un fin.
Con los años fueron dejándome
Los otros hermosos colores
Y ahora sólo me quedan
La vaga luz, la inextricable sombra
Y el oro del principio.
Oh ponientes, oh tigres, oh fulgores
Del mito y de la épica,
Oh un oro más precioso, tu cabello
Que ansían estas manos.

BORGES, Jorge Luis. “El oro de los tigres”. In JÍMENEZ, J.O. (org.), “Antología de la poesía hispanoamericana contemporánea 1914-1987″. Madrid: Alianza Editorial, 1996, pág. 207.

Ishu, no Parque de Van Vihar, em Bhopal (Índia), 21/11/2005

Tigre

Como um tigre. As garras e os caninos.
O dorso esguio, a fáustica pupila
— e toda essa geometria
elástica e volúvel do felino.
Como um tigre, não o de Blake ardendo
nas florestas da noite, mas
uma besta em surdo desespero,
em sua cripta de vísceras e fibras.
Listras, uivos e mandíbulas.
Como um tigre. O espírito em vigília.
Solene, lúcido, inaudível.
O salto exato, nunca a esmo,
em busca do abismo, vítima
e tácito algoz de si mesmo.

JUNQUEIRA, Ivan. “Tigre”. In “Poemas reunidos”. Rio de Janeiro: Record, 199. Pág. 154.

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Postais do Exílio (22): Centebrina

Os valentes centebrinos jamais permitiram que governante algum transformasse a sua vaidade em monumentos perenes. Assim, as praças e calçadas são vazias. Quando se quer homenagear um avô de alcaide, prócer da independência ou poeta laureado, artistas populares criam esculturas na areia da praia. Elas duram até a próxima troca de governo ou subida da maré, o que acontecer primeiro.

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Jam (5): Sincretismo

(Preciso dizer para quem é?)

Cantei os hinos da lua cheia
Fiz os ritos de Kali, um por um
Rezei pra Afrodite e Freya
Até já fui cavalo de Oxum

Cibele, Inana, Ísis, Ishtar,
Amaterasu e Iansã,
Eu já me ajoelhei no altar
De tudo que é deusa pagã

Mas eu adoro mesmo é você
Pra sempre seu devoto fiel
Não tem outra na terra ou no céu
Porque eu adoro mesmo é você

De noite eu dancei pra Jaci
Do jeito que manda a tradição
De dia fiz promessa e cumpri
Subi o morro da Conceição

Epona, Vênus, Hedy Lamarr
Hécuba, Erzulie e Bulan
Fiquei rouco de tanto rezar
Do pôr-do-sol até de manhã

Mas eu adoro mesmo é você
Pra sempre seu devoto fiel
Não tem outra na terra ou no céu
Porque eu adoro mesmo é você

Em Bastet eu fiz cafuné
Dei flores pra Mawu no Benim
Mas tudo só pra pedir com fé
Que você viesse pra mim

Porque eu adoro mesmo é você
Pra sempre seu devoto fiel
Não tem outra na terra ou no céu
Porque eu adoro mesmo é você

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Folhinha (8): Dia Sem Pegadas

O Alagatan lembra a fuga dos ancestrais dos malagares. Segundo a tradição malagar, as Oito Famílias deixaram a escravidão embrenhando-se pela floresta pela sétima vez. Mas apagaram seus rastros para evitar que os maus espíritos viessem em perseguição, como ocorrera nas seis ocasiões anteriores.

Por isso, em 15 de outubro é proibido deixar pegadas.

Todos andam levando vassourinhas de palha, varrendo a terra por onde passam. Se alguém deixar rastros no chão nesse dia, será levado pelos demônios de volta para o cativeiro.

Quando chove na véspera e o chão fica lamacento, ninguém arrisca sair de casa.

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Gugleiros (10)

As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:

Segunda, 8/10 - poesias de flexoes verbais
poesia sobre flexoes verbais
Com dois pedidos, eu tenho que atender. Vamos lá:
O pretérito imperfeito
Esparramava pelo chão
No futuro do presente
Todos esparramarão.

Terça, 9/10 - mulheres que traem os maridos
Alessandra?

Quarta, 10/10 - contos de mulheres que traem os maridos
Alessandra???

Quinta, 11/10 - O bem e o mal vivem em voce.
A diferença é que o mal não paga o condomínio.

Sexta, 12/10 - porque se deu nome quarta feira
Porque estava entre a terça-feira e a quinta-feira.

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Biblioteca de Babel (14): Chan Jon Ching

No dialeto de Sichuan, quer dizer algo como “Livro das delícias macias”. É uma antiga coleção de receitas de iguarias antes desfrutadas pelos nobres da região. Todas levam um ingrediente especial: gordura de filhotes de panda.

Já tentaram usar substitutos como gordura vegetal hidrogenada, banha de porco, manteiga e óleo de soja. Em vão. Nada mais proporciona a maciez e o sabor das receitas originais, hoje proscritas em nome da conservação do animal.

Gourmets chineses e de outras partes do mundo aguardam ansiosamente os resultados das experiências com clonagem de pandas para que o Chan Jon Ching deixe as estantes das academias e volte às cozinhas.

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Homofobia?

12ª Parada do Orgulho GLBT-Rio 2007

“No dia 14 de outubro (domingo), a partir das 13h, a XII Parada do Orgulho GLBT-Rio enche a orla com as cores do Arco-Íris e com a bandeira do respeito à diversidade e aos direitos humanos de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O percurso será do Posto 6 ao Posto 2.”

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Dramatis Personæ (40): Guegué

Faz ponto na Rua do Catete, perto de uma lanchonete. Já viu dias melhores. Hoje em dia, as esmolas são talvez mais do que antes, mas na proporção com os insultos parecem ter diminuído.

Como um dos mais velhos, tem trabalho dobrado. Além de mendigar durante o dia, ensina o ofício aos mais jovens durante a noite. Não apenas a técnica, mas principalmente a ética.

Em conversas com outros decanos , queixa-se da situação. Os meninos, explica, parecem incapazes de compreender sua responsabilidade. Talvez por terem sido mais maltratados que a sua geração, não querem aceitar o fato de que todos na cidade, sem exceção, estão sob a proteção da irmandade. Alguns ameaçam fechar os olhos e deixar que o Mal se alastre.

Mas não enquanto Guegué estiver vivo.

Arrastando seus trapos pelas ruas, ele detecta as investidas do Mal, que repele usando os esconjuros que aprendeu de outro velho mendigo, décadas atrás. Pouco antes do amanhecer, com a consciência tranqüila de quem cumpriu a sua parte para garantir a segurança do mundo, vai dormir por algumas horas. Em seguida assume seu ponto para mendigar o sustento, pedindo a ajuda de quem não imagina o quanto lhe deve.

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Biblioteca de Babel (13): Ouroboros

Encadernado em espiral, como um caderno, não tem capa nem contracapa, e muito menos numeração nas páginas. Porque, assim como a serpente mitológica que morde a própria cauda, e que lhe serve de título, é um romance sem princípio nem fim.

Comece a leitura por qualquer página ao acaso, e leia sempre em frente. Você nunca poderá perceber que voltou ao ponto de partida, ou mesmo que o ultrapassou. Mesmo que marque a página de onde começou a leitura, ela não será mais a mesma depois de todas as outras que a precederam e antecederam ao mesmo tempo. Ouroboros é um romance infinito.

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Gugleiros (9)

As melhores buscas da semana entre os visitantes do Almanaque:

Segunda, 1/10 - lista de plantas carnívoras q existem
Serve as que não existem? Cacalomera, etenifréia, pulipidônia e cati-cati-cati.

Terça, 2/10 - Tigre branco e Porque ele tem cauda?
Por que ele não teria?

Quarta, 3/10 - nome plantas voadoras
Não adianta, elas não atendem se você chamar.

Quinta, 4/10 - ERA UMA VEZ UM MENINO CAHAMADO…..
Coitado. Queria saber quem cahamou o pobrezinho.

Sexta, 5/10 - o tamanduá possui todos os dentes?
Os meus eu sei que ele não tem.

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Bestiário (31): Pavão de Mafar

Os emires do Iêmen tinham a exclusividade da sua criação. Eram dourados, os machos, e de um rosa pálido as fêmeas.

Foi só no século XI que um muezim descobriu que as plumas dos pavões continham os desenhos de letras. Mais do que isso, versículos do Corão. A ave passou a ser considerada sagrada e criada nas mesquitas.

Um dia, porém, um mulá encontrou um pavão com uma versão corrompida do Versículo 11 da XI Surata. Em vez de “Quanto aos perseverantes, que praticam o bem, obterão indulgência e uma grande recompensa”, dizia “Quanto aos perseverantes, que praticam o bem, obterão escárnio e uma grande indiferença“.

No mesmo dia, uma fatwa foi emitida. E em menos de duas semanas todos os pavões de Mafar foram massacrados, inclusive os poucos selvagens que foram encontrados aqui e ali.

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Por aqui

Almanaque

Folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. (Houaiss). Do árabe al-munákh, "lugar onde o camelo se ajoelha", ponto de encontro e de conversa dos beduínos. Repertório, endimião, camião, sarrabal.

Marcos Faria

 

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E como já dizia Roland Barthes, tudo aqui deve ser considerado como dito por um personagem de romance.