Em sua época chegou a ser considerado o maior cartógrafo da Europa, o que valia dizer do mundo. Já nos últimos anos de vida, porém, viu seus mapas sendo desprezados e tidos como incorretos, desgosto que provavelmente foi a causa da sua morte, aos 57 anos, em Haia.
O pecado de Van Neessen era ver o mundo como retratistas vêem pessoas. O que os pintores faziam pelos nobres que encomendavam retratos, mostrando seus modelos mais belos e nobres do que realmente eram, o cartógrafo reproduzia nos seus mapas, ampliando fronteiras, montanhas, vales, rios e mares de acordo com o desejo dos reis e príncipes.
Van Neessen provavelmente riria do GPS, do Google Maps e de outras ferramentas. Ou pelo menos dos tolos que acreditam ver nas imagens de satélite uma reprodução fiel e objetiva do mundo em que vivem.

